Blog

Aspectos importantes na hora da escolha do aparelho auditivo do seu cliente

Aspectos importantes na hora da escolha do aparelho auditivo do seu cliente

No processo de avaliação do candidato ao uso da amplificação, algumas etapas precisam ser cumpridas. Avaliar o seu paciente significa coletar informações importantes, cujo conhecimento prévio asseguram melhores resultados ao término do processo de adaptação. 


Para um planejamento efetivo, devemos seguir avaliação em quatro áreas: avaliação auditiva, avaliação física da orelha, necessidades de comunicação e necessidades não auditivas. Esse planejamento tem como objetivo determinar o candidato ao uso da amplificação e atitudes com relação ao plano de tratamento, além de determinar o estilo de vida por meio da avaliação das necessidades, fornecer opções de tratamento e compreender a necessidade de aconselhamento. 


AVALIAÇÃO AUDITIVA 

O objetivo da primeira etapa é identificar o grau e o tipo da perda auditiva, habilidade de reconhecimento de fala e níveis de desconforto. 


Importante nessa fase é pensar além do audiograma, imaginar o que está acontecendo na cóclea. Sabemos que quanto maior a perda auditiva, maior o comprometimento de células ciliadas, prejudicando a amplificação do som e a transmissão da informação para o sistema nervoso central.


Com esses dados, o fonoaudiólogo consegue determinar quais modelos de aparelhos auditivos são indicados para determinada perda.

AVALIAÇÃO FÍSICA DA ORELHA 

Esta é uma questão que não pode ser esquecida na decisão do modelo do aparelho auditivo. Se o paciente tem um conduto muito estreito, grande chance de uma adaptação de um intracanal não dar certo. Pacientes com infecções de orelha média e perfuração na membrana timpânica não poderão usar modelos que abafem ou ocluam a orelha. 


Essa etapa é fundamental e deve ter uma atenção especial pelo profissional.  


AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE COMUNICAÇÃO 

Essa avaliação tem como objetivo conhecer e estabelecer as necessidades de comunicação individuais, alinhar as expectativas de tratamento e criar objetivos de adaptação específicos a cada paciente. 


É importante o paciente criar uma lista ou responder a questionários anteriores, para identificar quais são as necessidades de comunicação e expectativa. 


Além de identificar e traçar metas em relação a essas necessidades, cumprindo essa etapa, o profissional consegue conhecer o estilo de vida do seu paciente em relação às necessidades auditivas no dia a dia e direcionar qual nível de tecnologia é mais indicado para cada perfil. 


AVALIAÇÃO NÃO – AUDITIVAS 

Fatores não auditivos podem interferir negativamente no prognóstico e podem definir qual modelo de aparelho mais indicado para aquele paciente. Os fatores que devemos levar em consideração são: saúde geral, destreza manual, acuidade visual, motivação, expectativas, declínio cognitivo e experiência anterior com uso da amplificação. 


Conhecer o seu paciente de forma detalhada, não voltado somente para o audiograma, irá facilitar na escolha ideal do modelo e nível de tecnologia da prótese auditiva, garantindo, assim, um processo de sucesso. 






Inscreva-se em nossa newsletter para receber novidades!

Compartilhar:

Posts Relacionados:

0 Comentários

Deixe um Comentário